Autor: NEMÉSIO. (Vitorino)
Idioma: Português / Portuguese
Autor proprietário:... executante do supra em verdadeiro violão Souto, de madeiras de lei, modelo Rebello, timbrado em sol, e autor da Ode ao Rio quatrocentão. Edições Panorama. Lisboa. MCMLXVIII [1968]. De 23,5x17,5 cm. Com 28 págs. sem numeração. Brochado. Exemplar com dedicatória do autor ao Tibério Ávila Brasil e a Isaura Matos Ávila Brasil, na página iii, e pequeno rasgo na folha de rosto. Consta na folha de rosto a seguinte descrição das obras:
1 - Violão de Morro: Tem xácara, tem samba, tem Farsa Dramática de 2 negros do Cais Mauá infilizes no Bicho, tem Balada da rua do Catete e de um inferninho de Copacabana, &;c. &;.
2 - 9 Romances da Bahia: Narrando fielmente os virídicos e espantosos sucessos do lugre Flor DAngra, da praça do mesmo nome, na Ilha Terceira, pátria do Autor, com 20 marçanos do Pará. E a dança de Xangô com Dàzinha, Iàô do Pègi de Anísia, iahorixá mãe de Santo no grande candomblé de Matatu Pequeno. Bem como os Romances do Imigrante da barca Flor das Marés, que vai numa buate chic e vira penitente do Desterro. &;c. &;c. &;c. Vitorino Nemésio é nome literário de Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva (Santa Cruz, Praia da Vitória, 1901 Prazeres, Lisboa, 1978), foi ficcionista, poeta, cronista, ensaísta, biógrafo, historiador da literatura e da cultura, jornalista, investigador, epistológrafo, filólogo e comunicador televisivo, para além de toda a atividade de docência. O seu nome consta da lista de colaboradores da Revista dos Centenários publicada por ocasião da Exposição do Mundo Português e na revista Conímbriga de 1923. Levou a cabo, na sua obra, uma transformação das tendências da revista Presença (que de certa forma precedeu), que garantiu a eternidade dos seus textos. Fortemente marcado pelas raízes insulares, a vida açoriana e as recordações da sua infância percorrem a obra do escritor, numa espécie de apelo, revelado pela ternura da sua inspiração popular, pela presença das coisas simples e das gentes, e pela profunda humanidade face à existência e ao sofrimento da vida humana.